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quinta-feira, 10 de março de 2011

O futuro do rádio no Brasil

O rádio está presente em quase 90% dos lares brasileiros e em 80% dos carros do país. São mais de nove mil emissoras espalhadas pelos quatro cantos do Brasil. Responsável por criar uma linguagem de alto poder de comunicação com o seu público, o rádio revelou comunicadores carismáticos, amados por centenas de pessoas. Mas o rádio tem sido transformado pelas novas mídias e aparelhos tecnológicos? O que podemos esperar para o futuro do rádio no Brasil? Quais são as expectativas para o rádio digital?

Pensando nessas questões, o Rede Mídia debate, hoje, sobre o fascinante mundo do rádio. No estúdio, Rogério Tavares recebeu a jornalista Nair Prata e o professor universitário e radialista, Elias Santos.O programa vai ao ar às dez da noite; com reapresentação no domingo, às sete e meia da noite na Rede Minas.

Fama nos rádios mineiros

Para fomentar o debate, o programa produziu uma matéria com três radialistas conhecidos em Belo Horizonte:

Eduardo Costa - Itatiaia

O jornalista Eduardo Costa apresenta o programa "Chamada Geral" na Itatiaia e trabalha no rádio há 33 anos, 8 anos na rádio Guarani e 25 na Itatiaia. Em ambas as emissoras o Eduardo sempre trabalhou nos núcleos de jornalismo. Há 12 anos apresenta o Programa “Chamada Geral”, da Rádio Itatiaia, que conta com um grande destaque de audiência. Além do programa, Eduardo continua a fazer parte da equipe de jornalismo da emissora , contando inclusive com um quadro diário, de 15 minutos, chamado “Conversa de redação”. Para Eduardo o grande segredo pelo seu sucesso como radialista é a proximidade com o cidadão, a simplicidade em tratar os assuntos do dia- a -dia e o sentimento de “mineiridade”. Não há assunto que não possa ser tratado, ou algum público específico para o qual o programa se direcione. “Se é notícia, eu coloco no ar, seja uma filha desaparecida, uma prisão, problemas com os políticos ou a polícia, tudo”, afirma Eduardo. Há um vínculo com as questões da cidade e da população. Para ele a atuação como apresentador é diferente da de repórter, pois como diz a palavra, o repórter apenas reporta e o comunicador pode intervir dando sua opinião. Como apresentador ele ganha liberdade para opinar sobre o que está sendo apresentado, e a população cobra esse posicionamento. Ele acaba, assim, se transformando em um interprete dos anseios populares, mas sem a pretensão de estar 100% correto. A internet é um importante veículo de comunicação com os ouvintes, inclusive há depoimentos de brasileiros morando no exterior que acompanham o programa. Mas o principal canal de contato é o telefone, no qual os ouvintes podem deixar seu recado e às vezes fazer intervenções ao vivo. O telefone para o contato dos ouvintes é 2105 3535 e o e-mail é chamadageral@itatiaia.com.br.

Tutti maravilha - Inconfidência

Tutti Marvilha é o apresentador do programa Bazar Maravilha na rádio Inconfidência. Batizado como Ailton José Machado, Tutti nasceu em Belo Horizonte em 1950. Foi produtor de shows e espetáculos teatrais na década de 70, tendo trabalhado com artistas de renome internacional como Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Milton Nascimento, dentre outros. Tutti trabalhou na Rádio Capital por 3 anos, depois foi para 107FM, fez algumas outras rádios. No período em que a Rádio Inconfidência estava sendo criada, foi convidado para formatar um programa só de música brasileira. Na época ele criou um programa com várias seções, a fim de mostrar as diversas facetas da música brasileira, música instrumental, músicas novas e antigas. O programa, chamada Bazar Maravilha, estreou em 1983. Tutti foi amigo íntimo da cantora Elis Regina, a qual chama de comadre. Em homenagem à ela apresenta diariamente em seu programa o quadro “Coisa de Comadre”, onde executa duas músicas interpretadas pela cantora. Formado em Jornalismo pela PUC, em 1984, se tornou apresentador de eventos culturais e trabalhou também com televisão (aberta e por assinatura).Os mais expressivos artistas mineiros e brasileiros já passaram pelo Bazar Maravilha. O programa também está de portas abertas para os ouvintes, que participam pelo 3296-3488 ou pelo e-mail do programa: bazarmaravilha@inconfidencia.com.br.

Terence - Oi FM

O terceiro entrevistado é o Terence Machado, que apresenta o programa Alto Falante na rádio Oi fm, entre 20 e 21 horas todo quarta-feira. Terence é jornalista e criador do programa Alto Falante, que dirige e apresenta na Rede Minas. Foi diretor artístico dos Festivais Sonzera Alto Falante e Coca-Cola Music. O programa Alto Falante existia há muito anos na televisão, quando dois dos seus fundadores resolveram ampliar a sua atução nas diversas mídias, internet, jornal e rádio. O programa começou na internet criado por Terence, Thiago Pereira e Rodrigo James apostaram, em 2004. No ano seguinte foi para a radio Gerais, porém a rádio fechou e eles foram para 98 FM e Radio UFMG Educativa. Atualmente está na Oi FM, comemorando um ano em março de 2011. A idéia original do programa era não formalizar os temas, basicamente seria um bate papo do dia a dia levado para o rádio. O programa se dirige há um público adulto, porém novo, exigente e fiel. "Não é um público "teen", mas está antenado com as novidades e busca informações de qualidade" afirma Terence, que atribui seu sucesso no rádio ao fato de ter buscado um caminho alternativo. O programa não tem um formato fechado e aproveita a independência da imagem no radialismo, trazendo uma linguagem simples com conteúdo de qualidade. Os criadores sempre pensaram o formato usando os atributos da internet, como disponibilizar o "podcast" para que os interessados pudessem ouvir o programa na internet.

O programa Rede Mídia

O programa é exibido quinta às dez horas da noite e reapresentado domingo às sete e meia da noite na Rede Minas. A apresentação é do jornalista e advogado, Rogério Tavares, e coordenação e edição da jornalista Eliane Machado. Para entrar em contato com a produção disque 31 3269 9136 ou 3269 9102. E você pode acompanhar os programas na internet, na íntegra, no site do Rede Mídia.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Rede Mídia debate a internet e as crises políticas

Estou trabalhando no programa Rede Mídia da Rede Minas!! O programa sempre traz assuntos interessantes relacionados ao mundo da comunicação e por isso vou postar aqui os temas escolhidos pela produção.

Tunísia, Egito e as redes sociais

Nos últimos dias o mundo esteve com os olhos voltados para os países árabes do norte da África, após levantes populares que derrubaram ditaduras antigas com a ajuda da internet. Mas qual a relação da web com as crises políticas nacionais e internacionais dos últimos tempos? A internet está se transformando em instrumento pela busca da democracia? Ou os ditadores a têm utilizado para controlar ainda mais a população? Um estado é capaz de estabelecer o conteúdo a que sua população tenha acesso?

É tentando responder às essas e outras perguntas que o Rede Mídia debate nesta semana a internet e as crises políticas. Para conversar sobre o tema Rogério Tavares recebe o professor de Relações Internacionais, Onofre dos Santos, e o jornalista Pablo Pires. O programa vai ao ar nesta quinta-feira (17/02), às dez da noite; com reapresentação no domingo, às sete e meia da noite.


Saiba mais sobre o tema

Na última sexta-feira, manifestações populares em diversos cidades egípcias conseguiram derrubar o ditador, Hosni Mubarak, no poder desde 1981. Os protestos que levaram a derrubada de Mubarak se iniciaram em 25 de janeiro na Praça Tahrir, em Cairo capital do Egito, onde os manifestantes montaram acampamento e só sairem após a queda do ditador. Durante os protestos centenas de pessoas ficaram feridas e outras foram detidas, entre elas jornalistas egípcios e estrangeiros. A organização dessa revolução ganhou força depois do dia 14 de janeiro, com a queda do ditador da Tunísia, Ben Ali, que esteve 23 anos no poder. Os protestos na Tunísia tiveram sua origem em 17 de dezembro, quando Mohammed Bouazizi, um bacharel desempregado de 26 anos da cidade de Sidi Bouzid, imolou-se pelo fogo numa tentativa de suicídio. Pouco antes, nesse dia, agentes da polícia tinham apreendido seus pertences de trabalho informal e o agredido. O ato desesperado de Bouazizi fez explodir ao rubro a frustração geral quanto aos níveis de vida, à corrupção e à falta de liberdade política e de direitos humanos na Tunísia. Essa ação popular foi realizada com a ajuda das redes sociais, como Facebook e Twitter.

No Egito as redes sociais, também, foram os instrumentos de mobilização da população, mas mesmo no período em que o governo cortou o acesso à internet e telefonia celular, o movimento não se diluiu. Especula-se que outros países árabes do norte da África poderão sofrer influências da Tunísia e Egito, como Iêmen e Argélia (que já apresentaram movimentos) e Libia, Síria, Jordânia e Irã, países que têm em comum a cultura árabe e reinos ou repúblicas com ditaduras antigas.

O programa Rede Mídia

O programa é apresentado pelo Rogério Tavares e coordenado por Eliane Machado. Para entrar em contato com a produção disque 31 3269 9136 ou 3269 9102. E você pode acompanhar os programas na internet, na íntegra, pelo site do Rede Mídia.